sábado, 24 de fevereiro de 2018

Jesus Cristo, Seu Ensino, Seu Poder e Seu Relacionamento com Deus

Escravos ou Clientes?


Escravos ou Clientes?

“Mas agora que vocês foram libertos do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna ". Romanos 6.22

 Os cristãos modernos não são mais servos (escravos), agora são clientes.
É comum vermos cristãos dizendo que agora que se tornaram “crentes em Jesus” são totalmente livres.
A ideia de ser livre para essa geração cristã é que agora eles têm autonomia sobre suas vidas, ou seja, fazem o que querem, a hora que querem, e não devem satisfação a ninguém. Um dos efeitos disso, é a falta de comunhão desses cristãos com uma igreja local, pois em seu entendimento, podem inclusive viver agora sem nenhuma igreja norteando sua conduta. E aqueles que se ligam a uma igreja, têm a visão de procurar uma igreja que os sirva. Exemplo: Vão para uma igreja grande, onde são bem atendidos com boa infraestrutura; trocam de igreja quando se sentem insatisfeitos com o atendimento recebido. Enquanto deveriam procurar uma igreja onde pudessem ser uteis e desenvolver os dons e servir ao Senhor.
Esses que pensam assim, não assumem nenhum tipo de relação com a missão do cristão, que é “pregar o evangelho em todo o mundo”. A ideia central dessa geração é desassociar “sua fé” de qualquer relação de compromisso.
No entanto, diante da revelação da Palavra de Deus, sabemos que é impossível termos uma relação com Deus que exclua nossa posição de escravo.
O texto acima é claro ao mencionar nossa nova relação com Deus, antes da conversão éramos escravos do pecado, agora trocamos de Senhor, não servimos mais ao pecado, servimos a Deus, nosso novo Senhor, que nos comprou por preço de sangue, como diz Pedro em sua primeira carta (IPe 1.18,19). Sendo assim, devemos obediência ao novo Senhor, logo, não somos livres para viver como queremos, agir como queremos e nos dedicar àquilo que queremos. Esse novo Senhor é um grande Rei. O seu reino deve ser mantido pelos seus servos, que não têm outra escolha, a não ser empenhar-se para viver de acordo com as leis desse reino, se dedicando para que o mesmo cresça ao ponto de alcançar todas as pessoas que ainda não trocaram de Senhor.
E aí, você é Escravo ou Cliente?

     Pr. Edilson Nunes

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Lutando Por Meus Irmãos!



“Epafras, que é um de vocês e servo de Cristo Jesus, envia saudações. Ele está sempre batalhando por vocês em oração, para que, como pessoas maduras e plenamente convictas, continuem firmes em toda a vontade de Deus ".
Colossenses 4.12

Jesus sempre ensinou seus discípulos a orarem. A sua prática de oração servia como exemplo para os discípulos. Algumas vezes Jesus levava todos, ou alguns discípulos para momentos de oração.
A oração era também tema do ensinamento de Cristo. Através de parábolas, ensinou os seus ouvintes a insistirem diante de Deus como um homem que pede pão a um vizinho, ou como a uma mulher, que insiste que o juiz julgue sua causa. Também ensinou que a oração não deve ser um “evento” como faziam os fariseus, mas antes, deve ser feita no esconderijo do próprio quarto.
A oração sacerdotal de Cristo é um exemplo de oração para todos os cristãos (Jo17). Ali Jesus ora pelos discípulos atuais e por todos aqueles que viriam a crer. Jesus também ora para que sua igreja seja unida, assim como Ele é com o Pai.
A oração também foi o primeiro ato da Igreja após a ascensão de Cristo. Enquanto aguardavam o derramamento do Espírito Santo, permaneceram em oração (At 1.13,14). Foi também, indo para um tempo de oração, que ocorreu o primeiro milagre realizado por Pedro (At 3.1). Fora através da oração que os discípulos foram renovados pelo Senhor (At 4.31).
Era natural a igreja se reunir de casa em casa para orar (At 2.42). Os apóstolos escreveram as igrejas sobre a importância da oração, inclusive, muitas vezes pedindo oração por si mesmos.
Já no texto que destacado nessa mensagem, vemos o exemplo de um irmão, que chamou a atenção do apóstolo Paulo. Note como Paulo descreve: “Epafras.... está sempre batalhando por vocês em oração”. Não era uma simples oração de desencargo de consciência, mas antes, alguém que compreendia a importância de falar com Deus a respeito dos seus irmãos de igreja. Sua oração também tinha um alvo: “para que sejam pessoas maduras e plenamente convictas”.
Você tem orado por seus irmãos da igreja? Não!
Que tal começar hoje, como um Epafras em nossa igreja?
     Pr. Edilson Nunes

sábado, 20 de janeiro de 2018

Quem é seu Pastor?



“O Senhor é meu Pastor; de nada terei falto".
Salmo 23.1

Uma das passagens que sempre me chama a atenção no evangelho é quando Jesus encara uma multidão e tem compaixão dela, pois eram como ovelhas sem pastor (Mt 9.36).
Jesus veio para ser o Pastor do seu povo; ele mesmo disse que veio para as ovelhas de Israel. No entanto, sabemos que ele não fora aceito pelo seu povo, então ele se tornou Pastor também dos Gentios. Hoje milhões de pessoas se dizem ovelhas do rebanho de Cristo. Provavelmente, você que está lendo esse texto se considera ovelha de Jesus, mas a pergunta é: “você realmente é ovelha de Jesus?”
 O que é ser ovelha de um pastor? Você já parou para pensar nisso? Vejamos algumas caraterísticas de ovelha: 1- Submissão; 2- Confiança e 3- Admiração.
Submissão ou aceitação é uma característica difícil de encontrar no ser humano. Somos muitas vezes envolvidos pelo ego, e fazemos aquilo que achamos que devemos fazer, ou que queremos fazer. Permitir que alguém conduza sua vida, nos parece incompetência. Ter fé em Deus, e permitir que Ele nos mostre o caminho é uma marca de alguém que realmente é ovelha.
Confiança é algo raro em nossos dias. As pessoas desconfiam de tudo e todos, e infelizmente, os homens também estão desconfiando de Deus. A verdadeira confiança, nos leva a descansar na atitude que o outro tomará. Você realmente descansa na vontade de Deus para sua vida? Você crê que ainda que possa não parecer; a vontade de Deus é boa perfeita e agradável à Ele?
Você admira Deus? O salmista Davi, no salmo 23 mostra o coração de uma ovelha. A ovelha admira o pastor. Ela consegue perceber que ele é o seu provedor, sustentador, guia, cuidador, etc. Como é sua relação com Jesus? Você o adora? Há louvor no seu coração? Você o ama, por Ele ter dado a própria vida por você? (O bom pastor dá sua vida pelas ovelhas Jo 10.11)
E aí! Você realmente é ovelha do Senhor? Talvez você não esteja se comportando como ovelha, pois ainda é egoísta, ainda não confia no Senhor, ainda quer viver por si mesmo, sem dar nenhuma parte do seu coração à Ele. Se está é sua situação, hoje você pode mudar e se tornar de fato ovelha do Senhor.

     Pr. Edilson Nunes

terça-feira, 31 de outubro de 2017

MARIA DAS ESCRITURAS NÃO É A “NOSSA SENHORA” DA RELIGIÃO!


“Então disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador”. Lucas 1.46,47

A doutrina em cima do ídolo “Nossa Senhora” é muito grande dentro do nosso país. Àqueles que identificam Nossa Senhora como santa e também “mãe de Nossos Senhor Jesus” o fazem por tradição católica. Os evangélicos são, muitas vezes, identificados como fanáticos que não gostam de Maria mãe de Jesus. Então é preciso definir bem as coisas para que não haja injustiça; nós evangélicos não temos nada contra Maria, aliás muito pelo contrário, Maria mãe de Jesus é um exemplo de fé para todo cristão sincero. No entanto, ao observar com cuidado as Escrituras é fácil perceber que a Maria descrita na Bíblia não é a “Nossa Senhora” propagada pela religião.

Quero apresentar cinco pontos claros sobre a diferença da “Maria das Escrituras” para a “Nossa Senhora da Religião”:

1 – Maria Precisava da Graça de Deus, veja o que a Escritura diz: “Mas o anjo desse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus” (Lc 1.30). Àquele que precisa de graça de Deus é porque é um “desgraçado”, ou melhor dizendo é um pecador que sem a benevolência de Deus está terrivelmente perdido. Agora o que a tradição religiosa ensina sobre Nossa Senhora? Segundo os adoradores das “Nossas Senhoras”, ela é quem dá Graça as Pessoas. As Escrituras não mencionam nenhuma graça concedida por ninguém a não ser por Deus. (Lembrando que a graça é favor imerecido, isto é, quando Deus livra o homem da perdição). Ou seja, no contexto de Maria, sua escolha não foi meritória, mas antes Deus, em sua soberania a escolheu por Sua Graça. Maria era tão pecadora como qualquer outra mulher em Nazaré e no mundo.

2 – Maria era Serva de Deus, veja o que ela mesmo disse ao anjo: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra” (Lc 1.38). Ser servo de Cristo é alguém que se rende ao Seu Senhorio, logo Maria está demonstrando que não há nela nenhuma condição de ser nada além de serva do Cristo, que por graça de Deus (Favor Imerecido), está sendo gerado, em sua humanidade, no ventre dela. Já a tradição religiosa ensina que Nossa Senhora é “Senhora”, ou seja, ela requer para si mesma, servos, pessoas que se dediquem a Ela. Fica claro que não podem ser a mesma pessoa, pois a Maria mãe de Jesus que nos revela as Escrituras é alguém que tem convicção da sua posição de inferioridade diante de Deus, já a Senhora da religião é alguém que está na mesma posição que Cristo Nosso Senhor.
A Bíblia é clara ao ensinar que Deus não divide a Sua Glória com ninguém, portanto, essa Senhora da Religião está roubando a adoração que só pode ser direcionada ao Senhor Jesus, portanto, sem sombras de dúvida ela não é a Maria mãe de Jesus que as Escrituras revelam.

3 – Maria era abençoada por Deus, veja o texto de Lucas 1.42: “E exclamou em alta voz: Bendita tu és entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre”. Não há dúvida que Maria havia recebido a maior bênção que podia existir a mulher daquela época (desta também), pois estava levando em seu ventre o Salvador do Mundo, o Messias que seu povo tanto aguardava. Quem diz neste texto que Maria é abençoada é sua prima Isabel, que também foi agraciada com uma gravidez inesperada, pois ela não podia engravidar. Isabel estava levando em seu ventre o primo de Cristo; João Batista profeta do Senhor.
Isabel, que havia recebido essa benção (gravidez), fica cheia do Espirito Santo e diz que Maria era ainda mais abençoada do que ela, pois estava gerando o Messias. De novo, não havia nada que qualificasse mais Maria do que as outras virgens de Nazaré, a não ser, que ela foi agraciada por Deus, logo não há honra (Glória) para Maria. Essa Honra pertence somente ao Deus Todo Poderoso.
Já a Nossa Senhora da Religião é um ídolo que não foi abençoada, mas ela é abençoadora, ou seja, ela tem virtude própria e pode abençoar à partir de si mesma, o que é uma heresia diante da Palavra de Deus, pois só Deus tem poder para abençoar. Inclusive a Escritura nos diz que quando abençoamos alguém devemos fazer no nome Dele; “O Senhor te abençoe e te guarde” Nm 6.24. Há um grande engano que a tradição trouxe aos religiosos, esse erro é, dividir a divindade de Deus com os ídolos, inclusive com a “Nossa Senhora da Religião”, portanto, é impossível que esse ídolo seja a Maria mãe de Jesus que nos revela as Escrituras.

4 – Maria adora a Deus, veja o que Maria disse: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador” (Lc 1.46,47). Cremos que o fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre: “Porque Dele, e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém” Rm 11.36. A Escritura rejeita qualquer tipo de adoração que não tenha Deus como fim, e vemos que a Maria mãe de Jesus sabia muito bem disso, ao ponto de não receber adoração e, como serva adorou exclusivamente a Deus.
Já a Nossa Senhora da Religião é digna de adoração. Enquanto estudamos a Escritura descobrimos que a ideia de adoração é exclusiva a Deus. Já a tradição católica criou três níveis para a adoração, para assim justificar a adoração a “Nossa Senhora”. Esses níveis vêm da tradução de três palavras em latim, são elas; Latria (que vem do Grego latréia), Hiperdúlia e Dulia. Segundo a tradição católica Latria significa adoração e essa só pode ser dada a Deus. Já Hiperdúlia significa “uma grande veneração” e deve ser dada as Nossas Senhoras que representam Maria mãe de Deus. Para os católicos o fato de Maria ter sido mãe do Salvador tornou-a um ser especial e, portanto, fora agraciada com poderes tornando-se mediadora dos pecadores. Por isso ela merece veneração daqueles recebem sua intercessão. Já o termo Dúlia é uma veneração devida aos santos que estão em um nível abaixo de Maria. Por isso, fica claro que a Maria que a Escritura revela não é a “Nossa Senhora” da Religião.

5 – Maria necessitava de um salvador, veja o que diz a própria Maria a respeito disso: “Então disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador” (Lc 1.46,47). A Escritura revela que Deus não achou um justo sequer dentre os seres humanos (Rm 3.10), logo, fica claro pelo texto de Lucas que Maria entendia sua posição de pecadora diante de Deus, e que portanto, ela também precisava ser salva segundo o propósito de Deus, que sabemos foi sacrificar seu Único Filho na cruz (Jo 3.16). É claro que alguém que precisa ser salvo não tem condição de salvar-se a si mesma, nem mesmo, nenhuma outra pessoa. Só em Cristo o ser humano pode ser salvo por Deus, como Cristo mesmo disse: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6).
Maria sabia disso, por isso, as Escrituras mencionam que ela estava junto com os demais crentes esperando a descida do Espirito Santo logo após a Ressurreição de Cristo (At 1.14).
Maria não teve nenhum privilégio com respeito a sua salvação, ela foi salva porque creu. Já a “Nossa Senhora” da Religião não é alguém em busca de salvação ou de apontar a salvação em Cristo, segundo os ensinos da Tradição Católica ela não precisou da salvação, visto que em 1854 a Igreja Católica decretou que “Maria mãe de Deus é distinta da raça adâmica e, portanto, foi gerada sem pecado”, sendo assim, ela é a Imaculada Conceição. Já em 1950 a Igreja Católica decretou a Assunção da Bendita Virgem Maria, ensinando que Maria não morreu, mas que foi assunta aos céus como seu filho Jesus.
Mais uma vez fica claro que a “Nossa Senhora” da religião não é a Maria que a Escritura revela.
Talvez ao ler esse texto, você que é um admirador de “Nossa Senhora” e participa da Religião que a promove possa tentar justificar dizendo que depois dela ser assunta aos céus ela recebeu essas mudanças dada por Deus, então vale a pena, você ir as Escrituras que revelam o céu e testificar que não há menção sobre Maria, nem outros ídolos (como os apóstolos) a única menção das pessoas no céu são os redimidos de todas as nações comprados pelo Sangue do Cordeiro (Ap 5.9). A glória mencionada pelas Escrituras no céu será dada ao Único que é digno, Jesus Cristo. (Ap 5.13 e Ap. 22)

Mais uma vez testifico que a Maria das Escrituras não é a “Nossa Senhora” da Religião.

domingo, 24 de setembro de 2017

Somente Cristo


“em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados; o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação". Colossenses 1.14,15

Uma das grandes perdas teológicas ocorridas durante os anos da idade média, período conhecido como a idade das trevas (séc V à XV), foi a perca de Cristo pela igreja. Enquanto vemos as Escrituras e os primeiros cristãos firmando toda sua fé na pessoa e obra de Cristo, os cristãos da idade média renderam-se aos ídolos do coração.
A igreja começou a adorar aquilo(es) que não devia, como “santos” e “personalidades”. Sorrateiramente fora agregado à adoração genuína, revelada nas Escrituras e firmada pelos apóstolos e pais da igreja, conceitos e ideias das religiões pagãs. Contudo isso não devia ser novidade para os líderes piedosos, pois a Escritura advertiu que isso ocorreria: “sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentro de vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos” At 20.29,30
Enquanto a Palavra aponta para Cristo, a igreja começou a apontar para os ídolos, como a adoração aos anjos, aos mártires, aos “santos homens” (padres, bispos, papas) e a maior de todas que é a adoração a Maria. Há também nesse período o valor dado aos sacerdotes e principalmente ao bispo de Roma que se torna o Papa, líder geral de toda igreja de Cristo, “pois ele está no lugar do filho de Deus”. Por tudo isso, vemos Cristo saindo do centro do culto da igreja para se tornar; um dentre tantos outros.
Quando a igreja perdeu Cristo, ela perdeu todo o resto. Pois Cristo é o centro da Teologia, sem Ele nada tem mais sentido.
Há ainda outro grande agravo, feita pela igreja de então, quando tiraram Cristo e sua obra redentora da igreja, colocaram no lugar, “o alcance da salvação por meios mundanos e avarentos”, onde o próprio homem faz algo para conseguir a salvação que, “somente a igreja” pode garantir. E aqui surgem as penitências e indulgências. Os pecados eram perdoados pela confissão e imputação de penitências e a salvação não era mais alcançada pela fé no sacrifício de Cristo, agora era necessário pagar, pois somente através da compra de indulgências é que Deus perdoaria e livraria a vida de um pecador do purgatório ou do inferno.
A Reforma veio para romper com essas mentiras idealizadas por homens que não temiam a Deus, e levaram a igreja a perverter seus ensinos, porque foram conduzidos pelos seus próprios egos pecaminosos. As Escrituras apontam para Cristo o centro de tudo. Somente Cristo, ele fez tudo por mim, por você e por todo que crê.

     Pr. Edilson Nunes

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Somente Pela Fé

“Portanto, a promessa vem pela fé, para que seja de acordo com a graça". Rm 4:16

O monge Lutero tinha sua crença fundamentada nos ensinamentos das tradições cristãs da época. E como todo cristão daquela época vivia sob o jugo do medo e da prisão criada pela acusação da consciência, por causa da vida de pecado que tinham, além disso o ensino da igreja fomentava ainda mais essa situação de acusação, ensinando que Deus puni sem misericórdia o pecador.  A ênfase da pregação cristã daquela época era para trazer pavor aos cristãos, e a solução oferecida, para se livrar do castigo divino era a compra de indulgências. Tetzel o maior negociante de indulgências da igreja proclamava por onde andava que as indulgências que ele vendia “deixa o pecador mais limpo do que quando saíra do batismo” ou “mais limpo que Adão antes de cair em pecado”, afirmava também que “a cruz do vendedor de indulgências tinha tanto poder como a cruz de Cristo”. Assim, com um ensino acusatório e uma saída única através da indulgência, a igreja mantinha as benesses do dinheiro do povo e, foi assim que a Igreja conseguiu na época alavancar as construções da Basílica de São Pedro em Roma.
Os cristãos também criam ser necessário comprar indulgências para seus parentes que jaziam mortos. Tetzel dizia: “tão pronto a moeda caísse no cofre, a alma saía do purgatório”.
Foi num encontro com a Palavra de Deus que Lutero percebeu que todos aqueles ensinos tradicionais não faziam sentido algum, ao ler em Rm 1.17 que o justo viverá pela fé, compreendeu que a fé é o vínculo que Deus requer dos seus filhos, entendeu então que sacrifícios pessoais (promessas, votos e penitências) não servem para “comprar o favor de Deus”, pois o favor de Deus para os “crentes” já foi dado em Jesus, e somente a fé pode nos fazer “tomar posse” de tal favor. Por isso Lutero começou a ensinar que a justiça que o homem pode ter diante de Deus é obtida pela fé no sacrifício de Jesus e em nenhum outro lugar. Como diz a Bíblia só há uma maneira de agradar a Deus: “Sem fé é impossível agradar a Deus” Hb 11.6.

Se você ainda tem tentado agradar e/ou alcançar o favor e/ou a comunhão com Deus por meio dos seus atos de bondade, promessas, sacrifícios vazios, etc. saiba que Deus está disponível, ou seja, ao alcance de todos aqueles que o procurarem através da fé Nele, por meio de Jesus Cristo seu único filho. Volte-se agora mesmo para Ele em fé.
Pr. Edilson Nunes

sábado, 9 de setembro de 2017

Somente Pela Graça

“Pois vocês são salvos pela graça". Efésios 2:8
A revelação da graça de Deus em Sua Palavra é muito clara, no entanto, no período da idade média, esse conceito foi totalmente deturpado pela igreja. O Deus da Bíblia foi transformado em mais um deus do panteão romano, ou seja, num deus insano que derrama sua ira na humanidade e só usa “sua
graça” quando esses humanos, oferecem à ele, algum sacrifício que lhe agrade. As histórias dos deuses romanos e gregos estão cheias desses exemplos. O “deus tal” trazia seca sobre a terra,
então era necessário um sacrifício, para que a chuva voltasse.
A mensagem cristã sempre esteve ligada a salvação do ser humano. A Bíblia ensina que essa salvação é por meio da graça de Deus, no entanto, a igreja romana, na idade média perverteu esse ensinamento dizendo que o homem para ser salvo deveria dar algo para o Senhor. Por muitos anos então a igreja “cobrava” para garantir a graça de Deus sobre os fiéis. O Papa tinha o poder de garantir a salvação por meio de uma indulgência, por exemplo, se um fiel comprasse um “pedaço da cruz Cristo”, ele teria o perdão de todos os seus pecados e com certeza iria para o céu quando morresse.
A Reforma Protestante veio para restaurar a teologia da graça de Deus. A graça de Deus está ligada a justificação do pecador, por meio do sacrifício de Cristo. Segundo as Escrituras todo homem é pecador e por isso Ele está destituído da glória de Deus (Rm.3.23), ou seja, o homem está destinado a ira de Deus.
Como o homem pode fazer para mudar essa situação, segundo o ensinamento das Escrituras? As Escrituras são claras ao ensinar que a morte de Jesus é quem nos livra da ira de Deus (Rm 5.9), sendo assim, a ira de Deus só pode ser “aplacada” pelo sacrifício de Cristo, portanto, não há nenhum outro sacrifício que possa livrar o homem dessa ira. Logo, é necessário que o homem receba essa graça de Deus e ela não pode ser comprada, ela foi oferecida para ser recebida pela fé.
Talvez você tente agradar a Deus com coisas, dinheiro, boas obras, atitudes etc, não se deixe enganar, Deus não está interessado em nada que você possa oferecer, a única coisa que ele desejou foi um sacrifício santo e puro, e o único que podia fazer isso, era o seu filho Jesus, ele o fez e trouxe a nós o
presente da salvação de graça, você só precisa receber e desfrutar da sua comunhão nesta vida e na outra para a Glória de Cristo Jesus. Deus abençoe.
Pr. Edilson Nunes