sábado, 12 de setembro de 2015

O Dízimo para o Senhor

“Separem o dízimo de tudo o que a terra produzir anualmente... troquem o dízimo por prata, e levem a prata ao local que o Senhor, o seu Deus, tiver escolhido”. Deuteronômio 14: 22 e 25


            É interessante como os seres humanos são seletivos, escolhemos sempre as coisas que mais nos agradam, e negligenciamos aquelas que nos trazem dificuldades. Infelizmente essa prática ruim tem ocupado lugar em nosso coração quando nos relacionamos com Deus. Somos seletivos na obediência à Sua Palavra. Gostamos das partes da Palavra onde há “declaração de bênção para nós” e nos esquivamos daquelas que nos convidam a um  comprometimento com Deus e o seu reino. Um dos assuntos que a maioria dos crentes modernos tem se esquivado é com relação aos dízimos e ofertas.
            Deus “instituiu o dizimo” através do exemplo de Abraão que deu seu dízimo a Melquisedeque  (Hb 7.2) e, a partir dali, parece ter se tornado algo comum para os judeus.
            No momento em que Israel está se tornando uma nação Deus requer o compromisso com os dízimos e ofertas. Ele instrui o povo a levar uma vez por ano todo o seu dizimo a presença do Senhor, portanto, anualmente todo judeu juntamente com sua família deveria levar ao templo 10% de tudo aquilo que tivessem colhido durante o ano. Caso o dizimo de tudo o que tivesse colhido, se fosse muito e eles morassem longe do local onde deviam levar o dízimo, deviam trocar por prata, ou seja, vender os itens e levar o dinheiro. Deviam também participar dos dízimos ao chegar a casa de Deus, numa lição que o dízimo da família voltava em seu próprio favor. Eles também não podiam esquecer dos levitas que não tinham herança sobre a terra que Deus tinha dado a Israel, logo o dizimo de todo o povo era a manutenção dessa tribo (Levi) que servia ao Senhor em todo o tempo no templo, ou nesse momento no Tabernáculo.
            Hoje o dizimo tem a mesma função, ele é útil ao povo que serve a Deus na igreja em que o dizimo é entregue, ou seja, os recursos são usados para a manutenção do templo e suas atividades e também para o sustendo daqueles que servem ao Senhor com seus ministérios, em nosso caso, o pastor da igreja local e os missionários que sustentamos no campo. Traga seu dizimo, pois ele pertence ao Senhor.

Pr. Edilson Nunes

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Crente carnal, eu?


“Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo... porque ainda são carnais”.  I Coríntios 3:1 e 3a

                        Você já pensou que pode ser um crente carnal? É estranho pensarmos em crentes carnais, pois muitas vezes faremos referência a nós mesmo como pessoas espirituais, no entanto, alguns em Corinto se mantiveram ou se tornaram crentes carnais.
            A pergunta é: “O que identifica se eu sou Carnal ou Espiritual?”
            O carnal é invejoso, e muitos de nós declaramos que não somos invejosos, mas será que estamos sendo sinceros no autoexame? Pois às vezes não invejamos o que as pessoas têm, mas muitas vezes invejamos o que ela é. Invejamos porque ela prega melhor, canta melhor, ora melhor e até mesmo porque ela se dá melhor no relacionamento com a (o) esposa (o), o que muitas vezes nutre raiva em nosso coração por essa pessoa, pois parece que ela é muito certinha e que vive em mundo de faz de contas. Olhe para dentro do seu coração, será que você não está invejando alguém nesse momento da sua vida?
            O Carnal é “divisor”, ele compete, acha que o dele sempre é melhor, aliás se acha melhor. Acredita fielmente que ele é indispensável pra qualquer coisa, por isso, desfaz do que os outros realizam. Põe uns contra os outros, por assim dizer ele também é fofoqueiro e maledicente. O seu coração é perverso. Será que você não se tornou uma pessoa assim? Será que você quando conversa com um irmão da sua igreja não fala mal de outro (ou outros)? Verifique seu coração, pois a Palavra de Deus ensina que Deus abomina aquele que semeia contenda entre os irmãos (Pv 6:16-19).
            O crente Espiritual é diferente. Ele reconhece o Senhor em seu caminho, ele compreende que as pessoas são importantes, mas não dá exacerbado valor a nenhuma, pois é Deus quem efetua o que é realmente essencial (I Co 3:5,6).  Ele compreende que não pertence mais a si mesmo, mas que agora ele é propriedade do Senhor e por isso se tornou cooperador de Deus. Também reconhece que suas obras têm que ser conforme a vontade de Deus, para que sejam aprovadas pelo Senhor naquele dia (I Co 3:12,13).
            Será que você tem sido assim como esse crente? Pesquise seu coração e veja se tudo que você faz tem como objetivo que você não seja visto e que o Senhor seja engrandecido. Era assim que agia o profeta João Batista, fazendo Cristo ser engrandecido enquanto ele diminuía. Se o seu coração é assim ore para que Deus o mantenha, se não é assim, ore para que o Senhor o transforme.

                                            Pr. Edilson Nunes